Arquivos de junho 2017

O Líder na Hotelaria Contemporânea | Nilson Marinho

 

Há algum tempo tenho vontade de escrever sobre liderança hoteleira, afinal se eu tivesse lido algo desse tipo anos atrás, tinha pelo menos me ajudado a refletir. Porém diante da minha dificuldade literária, mas não querendo ser ego centrista, resolvi falar um pouco da minha vivência nesse segmento.

Hotelaria sempre foi meu sonho desde cedo e por isso resolvi ingressar nessa área embora os “indicadores” escolar me mostrasse que deveria seguir na área de exatas. Como minha paixão era servir e cheguei a São Paulo sem nenhuma experiência, comecei de steward, pois sabia que era o caminho mais fácil para Alimentos e bebidas. Nesse período decidi que passaria por todos setores desse departamento para conhecer o máximo que conseguisse, e assim o fiz, para ser um bom chefe, termo muito utilizado até então.

Mais tarde na faculdade descobri que eu precisava ser um líder e não um chefe como pensava anteriormente, e para ser um líder não bastava apenas conhecimentos técnicos mas habilidades em lidar com pessoas. Pois um bom líder conhece, estimula, empolga, inspira, desenvolve…

Mais uma vez estava enganado, ou, pelo menos, minha visão ultrapassada. Hoje descobri que o líder contemporâneo não está preocupado apenas com o saber técnico e pessoas, mas com uma visão mais ampla da organização, que envolve além das duas já citadas, inovação, mercado e as políticas e procedimentos organizacionais.

Uma boa liderança, além de construir uma boa equipe baseada no conhecimento, habilidades e atitudes, e, descobrir a melhor forma de conduzi-la, precisa estar sensível as oportunidades do mercado, precisa saber se as pessoas estão prontas para mudanças em busca destas oportunidades e se as políticas e procedimentos da organização vão ao encontro destas mudanças. Isso não é nada fácil, mas somente com esses desafios em mente, conciliando pessoas com adaptabilidade e oportunidades é que o líder contribui para a sustentabilidade da organização. E pelo que vi, a melhor forma de encarar uma mudança é envolver seus colaboradores no processo, pois os mesmo ajudam identificar o problema e a solução mais rapidamente, além de se envolverem com as mudanças e se comprometerem com os resultados.

O que aprendi com essa vivência? Que não sei nada, o processo de liderança é circular, não tem fim, está sempre em transformação, pessoas mudam, empresas mudam, mercados e estratégias. Se você que ser um bom líder não basta se reciclar, mas se transformar continuamente.

Nilson Marinho